Gente que foge da escola
Carta à revista Época (no. 428, julho/2006):
"Com freqüência deparamo-nos nesta revista e em outros veículos de comunicação com as expressões: "mercado negro", "câmbio negro", "nuvens negras", "lista negra", "trânsito negro". Nosso vernáculo é muito rico, e não há necessidade de traçar o paralelo do negro com coisas ruins. Tais expressões podem ser substituídas por "mercado clandestino", "câmbio paralelo", "nuvens escuras", "lista dos maus pagadores".
Edinaldo Marcos Honorio, advogado, presidente do Conselho de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra, Jundiaí, SP
Eu realmente queria saber por que, com base em argumentos parecidos com esses, os chineses não reclamam do "sorriso amarelo" e os índios não reclamam que suas contas ficam "no vermelho", nem os brancos reclamam do "voto em branco" nem de "passar em branco". Sem falar que se eu visse uma NUVEM NEGRA hoje, ia dar graças a Deus, a coisa mais linda da face da Terra (onde foi que esse povo mané aprendeu que chuva é ruim???).
O cara não teve nem a decência de consultar um dicionário de expressões pra ver se a origem dos termos era racista mesmo. Ou já que é advogado, vai direto num lingüista.
É o mundo dos "doutores".
Crianças, não fujam da escola. É pro seu bem.
Serviço:
* Raça humana não existe. (link-espelho aqui)
* Raça humana não existe e o povo continua falando merda sobre isso e
* Raça humana não existe - o máximo que dá pra falar é em famílias.

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